Não somente não cometemos atrocidades como fazemos a guerra de maneira cavalheiresca, respeitando - como se se tratasse de um jogo, decerto duro, mas viril! - as regras.
Evidentemente, não é o caso dos nossos inimigos, que se recusam a respeitá-las...
Na realidade, o desfecho das guerras pode depender da excelência estratégica ou da motivação e coragem dos participantes, mas também - sobretudo? - da superioridade manifesta do armamento de um dos dois campos.
Os gauleses, os povos das civilizações pré-colombianas ou os republicanos espanhóis podiam ter excelentes chefes de guerra e estar dispostos a todos os sacrifícios, mas foram vencidos pelas catapultas, os cavalos e os aviões contra os quais os seus métodos de combate eram impotentes.
Portanto, é frequentemente desta superioridade tecnológica que depende a vitória.
Para aquele que se bate asperamente mas não vê a vitória perfilar-se do seu lado porque está desfavorecido, uma vez que não possui ainda a arma nova, é forte a tentação de afirmar que não é leal servir-se dela. Do mesmo modo, o ataque surpresa, legítimo e mesmo sinónimo da excelência da nossa estratégia se for praticado pelo nosso campo, é uma prova de cobardia se for praticado pelos nossos inimigos.»
Nenhum comentário:
Postar um comentário